Mudar mentalidades

mulherrosto_chorar.gifVou inserir esta história sem imagem, porque ela assim me chegou às mãos.
Também... não sei que imagem lhe haveria de pôr.
Talvez a imagem de alguém a deixar para trás um animal de estimação enquanto arranca velozmente com o carro...
Talvez a imagem de alguém que, após atropelar um animal o deixa ou atira para uma vala, agonizante, enquanto segue indiferente.
Talvez a imagem de alguém que ao olhar para um animal abandonado e já com aparentes sinais de degradação, em lugar de o auxiliar, o atira para uma valeta ou por cima de uma vedação.
Mas essas atitudes, infelizmente, nunca são fotografadas nem filmadas, porque são quase sempre efectuadas pela calada da noite, encobertas pelo escuro.
O ser humano, realmente, de humano tem tão pouco!...
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9/02/2005
Laura B. Martins

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A breve história da Branquinha

O meu contacto com a Branquinha resumiu-se a pouco mais de 5 horas.
Recebi um telefonema de alguém a pedir ajuda por causa de um animal que estava numa valeta e que se arrastava. Como estava em casa porque fazia anos, decidi pedir a uma amiga que fosse comigo ver o que podíamos fazer. Já que NINGUÉM teve coração para parar e ajudar aquele animal.
Deparamo-nos com um cenário de cortar o coração, uma cadela de porte muito grande, de cor branca, literalmente esquelética, arrastando-se por uma valeta. Verificamos que alguém teve o cuidado de a atirar por cima de uma vedação de arame farpado com mais de um metro e meio. Não sabemos à quantos dias, aquele animal estava sem comida, água e qualquer espécie de abrigo, não saberemos à quantos dias ela dormia debaixo de geada e frio. Os olhos dela estavam muito fundos devido à desidratação, as gengivas brancas, estava anémica.
Conseguimos retirá-la dali e fomos directamente a um veterinário que presta ajuda à Associação. O diagnóstico era reservado, tinha da ser internada num hospital rapidamente, foi colocada a soro durante 2 horas, as quais recebeu muitas festas e mimos. Logo que possível , a Branquinha foi levada para um Hospital Veterinário. Após umas horas, o diagnóstico foi aterrador. A Branquinha não tinha hipóteses de sobrevivência, e mesmo que a tivesse, nunca teria qualidade de vida.
A Branquinha teve 5 horas de carinhos, vai adormecer para sempre, sem mais sofrimento e tem pelo menos uma pessoa que chora por ela. Quando a deixei no Hospital, ela olhava para mim como se quisesse dizer-me algo, talvez que eu lhe tinha dado a morte, mas quero acreditar que ela me estava agradecida por lhe ter acabado com o sofrimento.
Tudo teria sido diferente, se em vez de atirada para o outro lado da vedação, para longe dos olhares de todos, ela tivesse sido socorrida logo. Teria tido certamente uma segunda oportunidade. Não abandone o seu animal, ele pode sofrer mais do que imagina.
A história de um animal não acaba quando é abandonado.
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25/01/2005
Alda (voluntária da Assoc. Amigos dos Animais Abandonados - Moita)
http://aaaamoita.com.sapo.pt/

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publicado por LauraBM às 00:03