Jornal "Correio da Manhã"

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Cabanas, 20/11/2002

 

Senhores,
Deram-me uma fotocópia sem data, mas sei que é muito recente, com o seguinte artigo:
• MANIXE alegra os idosos
com a assinatura da D. Branca Abrantes, de Lisboa.
Gostei da parte em que diz que «num gesto de amor, o Centro Social da Penha de França tomou conta do Manixe». Os meus Parabéns ao Centro!

O problema está no início do artigo que diz (e os senhores transcreveram) assim:
• Havia um cão que por várias razões teria que ser abandonado pelos seus donos.
Pergunto-me: - Como pode sair tal frase num jornal diário, lido por tanta gente?
(Nem que fosse apenas lido por uma só pessoa!!!!)
• Como podem os portugueses aprender que os animais não são coisas que se abandonam quando incomodam?
• Que não são trapos velhos!
• Que mesmo para o lixo há locais próprios!

Como pode um órgão de comunicação social, que deveria ser usado para ajudar a educar o público, deixar sair tal frase que faz parecer natural um animal ter que ser abandonado. Ter que ser? Mas o que é isto?
Pois tenham a certeza que assim não deve ser.
Animais não são coisas, são vidas à nossa guarda.
Quando aceitamos um, assumimos um compromisso de o tratar e amar até ao fim da vida dele.
Também não se dão às crianças como se de um boneco se tratasse, o que infelizmente eu vejo muitas vezes.
Pelo contrário, devem ser dados sim, mas tomando a criança o compromisso sério de tratar dele e assim complementar a sua educação de adulto de amanhã.
Pelo cumprimento desse compromisso assumido pela criança terão que zelar os pais. Assim se educam os filhos!

Este tipo de frases, lidas aqui e ali, faz-me lembrar a onda de violência que grassa nas séries e filmes apresentados por todos os canais de TV, e tanto têm contribuído para o desvario de crimes que se verifica no nosso país.
Depois de se ver tanta violência, até parece que é natural ser assim…Violento!!!!!!
Temos os n/jovens transformados em delinquentes e os adultos cada vez mais belicosos.
Por qualquer coisa se puxa de uma arma e se mata ou fere quem quer que seja.
É tudo tão natural nos filmes, não é?

Queiram ter a bondade de, pelo menos, não publicar este tipo de frases que deseduca o público.
Se todos ajudarmos, talvez daqui a uns anos possamos ter um Portugal melhor.
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Laura Martins
(Esta carta foi enviada por mim, ao Jornal Correio da Manhã.
Como é costume nestas coisas, não obtive qualquer resposta)

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publicado por LauraBM às 23:45