Vida de cão!

caoLabradorpe.jpgQuando era miúdo costumava-se associar a vida regalada, à vida de cão. Comer e dormir, num lar acolhedor.

 

Em casa dos meus país sempre houve cão, gato e canário, uma vez por outra. Hoje à distância de quase 50 anos, chega a ser penoso, falar em vida de cão. É vê-los no Inverno para agradar a meninos mimados ou casais com pretensões. E no Verão feitos cães de rua, tristes e abandonados numa estrada qualquer, como um brinquedo inútil que se joga no lixo. Para tudo na vida é preciso civismo e sentido ético.

 

Hoje, a pedido da minha filha, tenho uma cadela Labrador que foi adoptada e nos enche de mimos. Cada vez que chego a casa as suas festas, lambidelas e alegria, fazem-me sentir um viajante que vem de longe. Temos um animal para a vida, legalizado, vacinas em dia e chip para o que der e vier. E também limpo os cocós que ela faz na rua, como é minha obrigação. Um animal em nossa casa, é mais um elemento da família. Se não formos capazes de o assumir, não devemos ir buscá-lo. Ver sofrer um animal é algo que só não toca quem é muito duro de coração.

 

Os animais têm até direitos que estão consignados numa "carta dos direitos dos animais". E aqui começa a bater o ponto. As leis e posturas camarárias aprovadas, são fartas em proibições e omissas a mais das vezes, nos direitos dos animais. A maioria dos canis municipais deviam encher de vergonha qualquer ser humano.

 

Por vezes para quem de facto gosta de animais, quase parece ser crime adoptar um cão ou gato. - Um animal não pode entrar num estabelecimento de restauração, mas outros animais ditos racionais, podem encher de fumo a comida do parceiro, ou os bolos e pastéis das vitrinas. - Por vezes há vizinhos que se incomodam com o ladrar ou miar dos bichos. Mas entram a qualquer hora da noite aos berros nos prédios que habitam.

- Um animal não pode ir à praia, mas outros animais ditos racionais, podem lá deixar sacos de lixo, latas amachucadas, restos de fruta, plásticos e garrafas, quando não mesmo os cocós e chichis dos meninos porcalhões. Já para não falar de alguns produtos de higiene íntima a boiar nas águas. - Os animais não podem frequentar alguns parques e jardins, mas os humanos podem lá fumar charros, injectar-se e partir garrafas de cerveja e copos no chão, das tabernas próximas.

 

Neste artigo de opinião pós-férias quero deixar os meus cumprimentos e a minha consideração aos municípios da Moita e de Vila Real de Stº António. Têm regulamentos de proibição mas incentivam e apoiam a adopção de animais oferecendo vacinas, apoio veterinário e esterilização. Não é muito difícil, afinal, ser Humano!

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18/09/2007

José Reis Dirigente da Asserpo Coluna OPINIÃO do Jornal do Pinhal Novo

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publicado por LauraBM às 21:30