Qtªs de peles - Coelhos

coelhosbrs-gaiolas.jpgEm Portugal, este é um lucrativo negócio que está habilmente disfarçado sob a capa da produção da carne de coelho, ante a inoperância e negligência por parte das autoridades nacionais.

 

O Ministério da Agricultura, através do Gabinete do Ministro e em articulação com a Direcção-Geral de Veterinária, afirmou, no passado dia 12 de Outubro (muito pouco tempo antes do início desta investigação), em resposta a um requerimento do Deputado Luís Carloto Marques, que:

- A Direcção Geral de Veterinária não conhece a existência e funcionamento de quaisquer unidades, centros ou quintas de criação e/ou abate de animais para extracção do seu pêlo, nem existem normas legais para o seu funcionamento.

 

Esta investigação prova, por um lado, que o Governo não controla de todo este comércio secreto e que, por outro lado, mostra que as autoridades máximas em Portugal neste domínio (Ministério da Agricultura e Direcção Geral de Veterinária) nem sequer têm noção de que existem dois decretos-lei diferentes aplicáveis a esta área: - o Decreto-Lei n.º 64/2000, de 22 de Abril, relativo à protecção dos animais nas explorações pecuárias (incluindo de animais mantidos para produção de pele com ou sem pêlo) - e o Decreto-Lei n.º 28/96, de 2 de Abril, relativo à protecção dos animais no abate ou occisão (incluindo de animais destinados ao aproveitamento da sua pele e pêlo).

 

Estes diplomas estabelecem, de modo geral, de que modo devem os animais ser mantidos nas quintas de peles, e, de modo específico, como devem ser mortos (tendo referências explícitas e específicas, até, ao modo como raposas, chinchilas e martas devem ser mortas, incluindo o uso da electrocussão e de câmaras de gás, que são métodos chocantemente regulamentares segundo este decreto-lei).

 

Para Miguel Moutinho, Presidente da ANIMAL, quem usa pêlo de coelho e julga que isso é bonito, tem que saber que coelhos aterrorizados foram mantidos em jaulas miseráveis e mortos com apenas 6 semanas idade ou com entre 3 a 5 meses, no caso de terem sido criados apenas pelo seu pêlo, tendo sido tratados de forma violenta e inseminados artificialmente de forma invasiva e cruel, e tendo sido degolados muitas vezes enquanto estão ainda conscientes, para que o seu pêlo fosse convertido numa estola ou num adereço, possivelmente num enfeite de um relógio, sapato, mala ou brinco, ou para ser parte de um colete ou casaco.

 

Usar o resultado de tanta violência e injustiça cometidas contra animais com um fim tão supérfluo é uma opção repugnante.

É escolher um visual composto de partes de cadáveres de animais que foram explorados e violentamente mortos para algo de absolutamente condenável e injustificável, afirmou.

Neste Inverno, pergunte a si mesmo: «Quem são as verdadeiras vítimas da moda?»”

www.animal.org.pt 

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publicado por LauraBM às 20:08