Envenenamento de animais?!?!?

antidoto_Portugal2.jpgO que fazer em casos de envenenamento de animais?

Conheça aqui as indicações da ANIMAL e do Programa Antídoto sobre o que fazer para combater o uso ilegal de venenos e a morte de animais por envenenamento.

 

Os tóxicos são uma ameaça à saúde pública e à biodiversidade. O uso ilegal de iscos envenenados e a falta de controlo sobre a venda e a utilização de muitas substâncias altamente tóxicas que existem actualmente no mercado são duas situações com sérias repercussões para os animais selvagens, em particular para as espécies silvestres seriamente ameaçadas por este problema, mas também conduzem a inúmeras situações de envenenamento de animais domésticos, que devem sempre ser denunciadas.

 

Para fazer frente a este problema, foi constituído o Programa Antídoto Portugal, uma plataforma contra o uso ilegal de venenos, formada por várias entidades públicas e privadas portuguesas e que teve início oficial a 4 de Março de 2004. Este programa pretende combater as diversas formas de utilização indevida de substâncias tóxicas e contribuir para um melhor conhecimento sobre as consequências que essas práticas representam para os animais selvagens (embora, pelas características que este problema assume, também para os animais domésticos).

 

A ANIMAL encontra-se presentemente a colaborar com o Programa Antídoto – Portugal no sentido de divulgar o problema e reunir informações sobre casos de envenenamento de animais, venda ilegal de substâncias tóxicas e utilização de substâncias legais de forma incorrecta com o objectivo de envenenar animais.

Paralelamente, a ANIMAL pretende contribuir para a divulgação dos procedimentos correctos a realizar perante um caso de suspeita de envenenamento de animais, e, para isso, recomenda que o seguinte protocolo de actuação seja sempre seguido nestes casos:

 

Contacte sempre as autoridades. Ligue para o SEPNA da GNR (Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da GNR), através do 213 217 000.

Este é número de telefone central do SEPNA, em Lisboa, a partir do qual lhe podem dar os contactos da Equipa do SEPNA da GNR mais próxima da área em que a situação de envenenamento de animais se coloca, à qual caberá deslocar-se ao local.

Existem Equipas do SEPNA nos diversos Destacamentos da GNR em todo o país.

 

Se for impossível ter a presença de uma Equipa do SEPNA, contacte o posto ou esquadra da GNR ou da PSP da área, autoridades às quais caberá intervir.

Os cadáveres e amostras devem ser recolhidos APENAS pelas autoridades.

Os cadáveres dos animais envenenados e as amostras de possíveis iscos com venenos (ex.: água, comida, etc.) não devem ser tocados por ninguém e devem ser recolhidos adequadamente APENAS pelas autoridades ou por pessoal tecnicamente preparado para esse efeito (ex.: funcionários de serviços municipais veterinários ou de salubridade, de direcções regionais de agricultura ou de direcções regionais de ambiente),

 

NA PRESENÇA das autoridades (preferencialmente, do SEPNA da GNR, ou, na impossibilidade da presença do SEPNA, da GNR ou da PSP). As autoridades recolhem os cadáveres e amostras e devem entregar todos os elementos recolhidos ao cuidado de um Médico Veterinário, com respectivo Termo de Entrega.

É fundamental que todos estes elementos sejam entregues a um Médico Veterinário. Podem ser entregues a um Médico Veterinário particular, a um Médico Veterinário Municipal (da câmara municipal da área), a um Médico Veterinário de uma Direcção Regional de Agricultura ou da Direcção Geral de Veterinária.

Deve ser feito e assinado um Termo de Entrega destes elementos, que deverá certificar quem entregou os elementos recolhidos e, fundamentalmente, quem os recebeu.

- O Médico Veterinário deve realizar a Necrópsia de forma completa e emitir um relatório das conclusões dessa necrópsia.

- O Médico Veterinário deve enviar as amostras perfeitamente acondicionadas para o Laboratório Nacional de Investigação Veterinária (em Lisboa ou no Porto).

- Caso o proprietário (ou alguém) queira e possa pagar as análises, o Médico Veterinário deve fazer a requisição nesse sentido, indicando sempre o tipo de tóxicos suspeitos (ex.: Estricnina, Organofosforados, Carbamatos, Organoclorados, Rodenticidas, etc.), em função das lesões observadas na Necrópsia. Deve ser enviada a maior quantidade possível de amostras.

- Mesmo quando não há disponibilidade imediata de pagamento das análises, as amostras devem permanecer SEMPRE congeladas na posse do Médico Veterinário ou com as Autoridades, que poderão posteriormente ser requisitadas durante o processo judicial.

- Deve SEMPRE apresentar uma queixa no posto da GNR ou na esquadra PSP da zona onde a situação de envenenamento se coloca, para que o processo tenha início.

- Sempre que possível, contacte os responsáveis do Programa Antídoto Portugal, pois todos os dados sobre os casos de envenenamento relativos a qualquer espécie são muito importantes para a monitorização do problema e para o desenvolvimento de acções para o solucionar.

 

Para esclarecimento de dúvidas, apresentação de sugestões, cedência de informações ou disponibilidade para colaborar, por favor, contacte o Programa Antídoto Portugal, através de: Programa Antídoto Portugal, Travessa da Ferradura n.º 14 - 1.º Frente 6000-293 Castelo Branco Portugal - Tel.: (+351) 919 457 984 / (+351) 962 946 425 / (+351) 272 324 272 Fax: (+351) 272 324 272 E-mail: antidotoportugal@gmail.com

Para obter mais informações sobre o uso ilegal de venenos, consulte o site na Internet, recentemente lançado, do Programa http://www.antidoto-portugal.org

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publicado por LauraBM às 23:37