Maldade e insensatez - poema

A minha vida tem sido uma batalha.
Quanto mais fujo da maldade, mais me calha
ver cenas bem difíceis de observar.
Quisera, eu, mudar a minha casa
para local onde a violência não arrasa
tudo que mexe; ser feliz noutro lugar.

E, tristemente, recordei a cena atroz
que os obrigava a fugir do seu algoz
perus, galos, galinhas dum vizinho.
O filho dele, empunhando a caçadeira
matava, exibindo qual bandeira,
os animais e carregava-os p'lo caminho.

São os instintos maléficos do homem
que lhe permitem caçar e, assim, consomem
tudo que é belo e livre dentro dos países.
Dando guarida aos pequenos terroristas,
ensinam-se a matar. São as conquistas
dos homens de amanhã - uns infelizes!

Vejo-o pegar na malga da comida,
chamar a criação, a quem convida,
e dar-lhes pontapés. Que malvadez!
De fundo tão maldoso, este rapaz,
assusta-me. É preciso homem capaz
de o surrar bem e demonstrar-lhe a insensatez.
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23/08/2007
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958 

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publicado por LauraBM às 17:01